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FAQ - Implantes

Conforme o grande número de leigos visitando o nosso site, a Dentoflex tem o prazer de apresentar o FAQ (Perguntas mais Frequentes), elaborado pelo professor doutor Jorge Mulatinho, especialista em Periodontia e Implantodontia.

IMPLANTES DENTÁRIOS

Serão eles uma boa indicação para você?

Se você perdeu um ou mais dentes ou se o seu dentista, após exame meticuloso, previu que você terá, inevitavelmente, que sofrer uma ou mais extrações dentárias e você gostaria de restaurar a sua condição para mastigar os alimentos, falar e sorrir com naturalidade e confiança, então os implantes dentários poderão estar indicados.

Os avanços tecnológicos em materiais dentários e técnicas tem ampliado as possibilidades de sucesso dos implantes, capacitando muitos pacientes a gozarem de conforto e confiança em sua saúde oral.

A fim de que possamos transmitir-lhe maiores detalhes sobre os implantes dentários, desejamos antes apresentar-lhe o questionário que se segue.

Supondo que você não tenha ainda sido informado/a sobre o que é um implante ósseointegrado, apresentaremos a seguir algumas informações preliminares para a sua orientação.

Os implantes dentários são substitutos artificiais das raizes dos dentes naturais.

São pequenas ancoragens com forma de parafusos ou cilindros de titânio colocados dentro do osso.


  1. Para que servem os implantes?

Sendo substitutos de raizes de dentes naturais que foram extraidos, os implantes passam a funcionar como suportes fixos para dentes artificiais, tanto para substituir um dente individualmente, quanto para suportar pontes fixas ou dentaduras, no caso de perda total dos dentes.Isto significa que qualquer pessoa que tenha perdido seus dentes pode resolver seu problema com implantes?

O candidato ideal deve gozar de boa saúde, geral e bucal e possuir osso adequado nos maxilares para suportar os implantes. Igualmente importante é que esteja consciente da necessidade de manter constantemente boa higiene oral e manter com seu dentista uma obrigatoriedade de visitas periódicas.

A indicação para colocação de implantes envolve uma revisão da história médica e dental do paciente, um exame clínico completo dos tecidos bucais, da conformação anatômica e da consistência do osso de suporte dos maxilares, através de diferentes técnicas radiográficas. Deve ser estudada também a forma como os dentes deverão articular-se, atráves de modelos de gesso.Após um estudo completo e meticuloso o dentista estará apto a discutir com o candidato os benefícios e os riscos, além da possibilidade de tratamentos alternati-vos e/ou complementares que possam criar condições para a colocação dos implantes.

  2. O que são implantes osseointegrados?

São uma nova geração de implantes, introduzidos a partir da década de 60 mas que só agora atingem um grau de aceitabilidade universal. São normalmente parafusos de titânio colocados nas áres desdentadas e que apresentam capacidade de exercer as funções mastigatórias e funcionais de maneira semelhante aos dentes naturais.

Normalmente é colocado em duas etapas: uma para colocação dos implantes - uma cirurgia mais extensa - e outra, alguns meses após, para a colocação de dispositivos que suportarão as próteses. Estas podem ser confeccionadas em seguida a esta segunda etapa.

  3. São superiores às próteses convencionais?

Certamente são melhores que dentaduras e próteses removíveis ("pontes móveis"). Têm capacidade funcional semelhate às próteses fixas em casos de espaços desdentados relativamente pequenos, mas a opção por um outro tratamento deve ser cuidadosamente analisada pelo paciente e pelo profissional, pois as situações são muito diversas e impedem a discussão com regras fixas. Nos casos de desdentados totais ou de áreas posteriores a solução com implantes é normalmente melhor do ponto de vista funcional.

  4. Quais as desvantagens?

Os implantes dentários requerem um investimento econômico-financeiro maior do que uma ponte fixa, removivel ou uma dentadura convencional. Um implante dentário requer um investimento no tempo aproximadamente de 4 a 9 meses até que seja completado. Como qualquer procedimento cirúrgico, os implantes dentários envolvem um risco de infecção. Mas, com os cuidados com esterilização, assepsia e antissepsia e o uso de antibioticos, praticamente eliminam essa possibilidade.

  5. Qual a chance de um implante dar certo?

Estudos de longa duração demostraram que certos tipos de implantes apresentaram taxas de sucesso acima de 90% nos implantes colocados e taxas superiores a 97% de sucesso das próteses (porque a perda de um implante não significa necessariamente a perda da prótese , pois esta está apoiada em outros implantes).

Este índice de sucesso, porém, é médio, e não vale igualmente para todas as regiões da boca. Os índices de falha em desdentados totais inferiores é perto de 0%.Na região posterior da maxila, com osso pouco denso e após a colocação de implantes curtos (devido ao seio maxilar ) a taxa de perda pode chegar a 33% segundo um estudo recente. De um modo geral porém é um procedimento de prognóstico excelente.

  6. O que existe de "mágico" no titânio?

Nada. É um material usado em ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica, assim como outros metais da mesma família, como o nióbio por exemplo. O sucesso da técnica é devido a um bom conjunto de fatores e estas características do titânio sem dúvida são positivas, mas por si não garantiriam o sucesso do procedimento.

O sucesso depende, em suma, do planejamento, da técnica cirúrgica (que evita o superaquecimento do osso), um período de cicatrização sem a colocação das prótese e uma prótese adequada. Este protocolo (a receita completa de como se faz o implante) tem minúcias que não podem ser desprezadas, e um profissional competente e bem treinado na técnica pode alcançar excelentes resultados.

  7. Quais os procedimentos cirúrgico-protéticos para a colocação de um implante?

O procedimento cirúrgico varia dependendo do tipo do implante e do paciente. A maior parte dos pacientes pode submeter-se à anestesia local, no próprio consultorio dentário, desde que hajam condições de assepsia adequadas. Outros pacientes, todavia, necessitam de anestesia geral e de uma breve estada em hospital durante o procedimento operatório, onde a eventual necessidade de cuidados médicos adicionais pode ser atendida prontamente.

O primeiro ato cirúrgico refere-se à colocação do implante e seu recobrimento pela gengiva adjacente. Segue-se o processo de reparação pelo o qual o tecido òsseo se reorganiza ao redor do implante, fixando-o firmemente, o que leva de 3 a 6 meses. A isso chamamos òsseointegração. Nos casos de enxertos ósseos esse período pode aumentar até 9 meses.

O segundo procedimento cirúrgico consiste numa pequena intervenção, apenas no tecido fibra-mucoso que recobre cada implante, e colocação das peças metálicas intermediárias que servirão de ligação entre o implante intra-òsseo e o dente, através da gengiva. Como qualquer cirurgia, levará algumas semanas para cicatrizar. Finalmente passa-se à parte protética propriamente dita, que compreende as moldagens, construção de prótese, ajuste estético e articulação.

Quando todo o tratamento foi completado, vem a fase mais importante, a cargo do próprio paciente, que abrange medidas de higiene adequadas e visitas regulares ao dentista para prevenir quaisquer problemas futuros.

  8. Quais as contras-indicações?

Apenas de duas ordens: comprometimento da saúde geral que impeça a realização de ato cirúrgico (como doença cardíaca grave, por exemplo) e ausência de osso suficiente para acomodar os implantes. Devido ao seu diâmetro, os implantes requerem uma espessura e altura ósseas razoáveis e estes requisitos podem ser impeditivos para a realização de implantes segundo a técnica convencional. Não existe limite de idade: a partir da puberdade qualquer pessoa pode receber implantes.

  9. Quais os riscos cirúrgicos?

Mínimos. A cirurgia é normalmente com anestesia local e é muito mais simples que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a extração de um dente retido por exemplo. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incômodo maior. Há porém um certo risco inerente à qualquer intervenção cirúrgica como infecção pós-operatória, edema demasiado e outros problemas que ocorrem, mas em índices muito baixos e que não contra-indicam a técnica.

10. É muito complicado? É necessário um profissional altamente treinado?

Não é díficil. Existe muita mistificação desnecessária. Um estudo recente feito pela Faculdade de Odontologia de Bauru da USP concluiu que o sucesso dos implantes não depende da experiência clínica da equipe, mas apenas da aderência ao protocolo, ou seja, se o profissional seguir a técnica exatamente como deve ser feita as chances de sucesso são muito altas.

Não há necessidade do profissional ser especialista para a realização do implante, nem qualquer proibição. Aliás, qualquer procedimento odontológico pode ser feito por qualquer cirurgião-dentista, e o que importa, enfim. é o grau de confiança e a relação que existe entre profissional e paciente.

11. Existe garantia de sucesso?

A princípio pode ser dito que a alta taxa de sucesso é uma boa garantia, mas sempre existe nos processos biológicos um certa dose de imponderabilidade. Não há possibilidade de certeza absoluta do sucesso, mas devido a estas taxas antes citadas, o desconforto da cirurgia normalmente vale a pena, considerando-se inclusive que uma certa parcela de falhas permite que o procedimento seja refeito.

12. Por que ocorrem as falhas?

A maioria porque o caso não é exatamente indicado para implantes. Tentar a colocação de implantes em casos não favoráveis deve ser uma opção consciente do profissional e do paciente, após avaliação de todas as alternativas. Algumas falhas, porém, ocorrem em casos aparentemente muito favoráveis e é praticamente impossível saber a causa real.

13. O que acontece se o implante apresentar alguma mobilidade após a colocação da prótese?

Significa a perda do implante. Toda mobilidade é progressiva e indicativa de insucesso.

14. Quanto tempo dura um implante? Qual sua vida útil?

Pode-se afirmar que em 95% dos casos, se os implantes não foram perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão toda vida do paciente.

15. Esteticamente é bom?

Depende do sistema utilizado e das condições locais. A estética melhorou muito nos últimos anos mas ainda não é perfeita. Lembre-se: por melhor que seja o implante eles são apenas uma prótese, ou seja, a substituição de dentes naturais artificiais. Expectativa demasiada em relação aos implantes é comun mas normalmente é sucedida de uma parcela de frustração. Em muitos casos a solução estética é apenas aceitável. O melhor raciocínio é funcional: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e na ausência dos dentes é o que pode ser realizado de melhor.

16. O que devo exigir depois de colocado?

No mínimo um controle clínico e radiográfico a cada ano. É tambem uma obrigação do paciente comparecer a estes controles.

17. Se o dentista disser que vai colocar três e na hora da cirurgia coloca dois ou quatro implantes?

Um planejamento adequado normalmente minimiza estes problemas, mas pode acontecer em função da topografia óssea. Estas alternativas devem ser debatidas antes da cirurgia, pois durante o ato cirúrgico a participação do paciente tende a ser muito passiva e, convenhamos, não é o melhor momento para discussão de preço e formas de pagamento. Quanto necessário, coloca-se os implantes adequados e adia-se toda discussão por assim dizer "burocrática".

18. Não é um exagero o dentista pedir tomografia para análise do osso?

Não, especialmente no tratamento do arco superior. Um estudo detalhado com o uso de tomografia computadorizada ou linear evita surpresas, especialmente aquelas da pergunta acima.

19. Em relação à capacidade de mastigação, vai melhorar após a colocação dos implantes?

Os implantes apresentam resultados funcionais muito superiores aos obtidos por dentaduras e prótese removíveis. Os pacientes que usam dentadura há muito tempo e colocam implante sentem uma diferença - para melhor muito significativa.

20. Existe uma maneira de saber como vai ser a prótese esteticamente falando?

Existe algumas formas: normalmente se faz um guia cirúrgico, que é uma simulação da prótese e serve como orientação ao cirurgião para colocação dos implantes exatamente nos locais planejados. Normalmente os casos mais extensos feitos sem este guia não permitem ao paciente saber com exatidão como vai ser sua prótese definitiva. Dequalquer maneira, a resolução estética é ainda o maior problema dos implantes, especialmente em casos superiores.

21. Se não existir osso suficiente, existem maneiras de aumentar a quantidade de osso disponível?

Sim. Na área da maxila podem ser feitas cirurgias de enxerto para aumento do rebordo, retirando-se osso da crista ilíaca ou da cavidade bucal. Outras cirurgias são a elevação de seio maxilar e o desvio do canal mandibular na área inferior. Deve ficar muito claro que estes procedimento só devem ser empregados em casos absolutamente necessários, com total conhecimento de todos os riscos e custos por parte do paciente. O desvio de canal mandibular, por exemplo, tem apresentado muitos casos de seqüelas pós-operatórias (parestesia) e não nos parece um procedimento suficientemente seguro para ser recomendado ao paciente.

22. Quanto tempo dura a cirurgia comum?

Normalmente não passa de uma hora a duas. Somente em casos excepcionais este tempo é dilatado.

23. Quanto tempo vou ficar sem usar a prótese?

No caso de desdentado total, o período sem prótese restinge-se a 7 a 15 dias após a primeira cirurgia. Na segunda etapa, quando é feito o acesso aos implantes, o paciente não fica sem usar a prótese. No caso de próteses parciais muitas vezes o paciente não fica dia algum sem prótese. Existe tambem a possibilidade de usar mini-implantes, entre os implantes, e fixar imediatamente uma prótese fixa, eliminando o constrangimento de ficar sem a prótese.

24. Quais são os maiores problemas após a colocação dos implantes, e que não impliquem
       necessariamente em falhas?

Alguns estudos demonstraram que os maiores problemas após a colocação das próteses são problemas de dicção, normalmente contornáveis em pouco tempo, e problemas de mordidas nas bochechas, em função da colocação de dentes nas áres que ficaram desdentadas por muito tempo. Este é um problema mais difícil de ser corrigido, mas é também superável. Deve ser salientado que estes problemas mas não são comuns e a maioria dos pacientes não apresenta dificuldades de adaptação aos implantes.

25. Deve extrair um dente natural para colocação de implantes?

Não, o dente natural é melhor. Em certas situações em que os dentes naturais estão muito comprometidos por doença periodontal, por exemplo, pode-se aventuar esta hipótese. Um planejamento global, levantando-se todas as alternativas, inclusive de custo, deve ser mandatório. Não há consenso acerca do grau no qual o comprometimento dos dentes torna a colocação de implantes mais vantajosa.

26. Pelo fato de ser um material estranho existem riscos de rejeição ou de contaminação com vírus por exemplo?
       Como um implante é esterilizado?

Não ocorre rejeição, pois o titânio é um material imunologicamente inerte. Quanto à contaminação, quando ocorre normalmente é por via cirúrgica e não por falhas do processo de fabricação. Qualquer dos métodos normalmente utilizados para esterilização do implante, raios gama ou oxido de etileno, oferece total segurança. Os bons sistemas fazem controle de esterilização, ou seja, durante o processo são colocadas amostras de testes com bactérias que só morrem se o processo for feito. A ausência de crescimento destas bactérias é o indicativo de segurança.

27. Posso comer de tudo após a colocação das próteses? E se fraturar algum dente da prótese,
       o implante está perdido?

Não, mas as restrições não são muito severas. Certos alimentos podem fraturar até mesmo dentes naturais. De qualquer forma, uma alimentação com um mínimo de cuidados é suficiente para a preservação dos dentes das próteses suportadas por implantes. Um dado positivo é que o reparo de dentes fraturados é relativamente fácil.

28. E se o implante falhar, qual o melhor procedimento?

Pode acontecer, especialmente em áreas de osso pouco denso e que permitam apenas implantes curtos. É sem dúvida um risco do processo. A melhor alternativa é tentar novamente, pois o osso após a remoção do implante tende a se tornar um pouco mais denso. O melhor é não ter pressa excessiva para resolver o problema, que é muito desagradável, mas inerente ao procedimento - ainda que não ocorra frequentemente. Normalmente em áreas de maior risco de perda o paciente deve ser convenientemente avisado previamente á cirurgia.

Prof. Dr. Jorge Mulatinho
Especialista em Periodontia e Implantodontia
jmulatinho@uol.com.br


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